segunda-feira, 27 de outubro de 2014
TROCA TROCA DA VIDA
Logo que a Anna nasceu, alguém, acho que foi a Manu, me falou que alguém disse pra ela que quanto mais rápido uma mulher se "ligasse"de que o filho é da mãe, mais cedo ela seria feliz.
Pra mim parecia óbvio, mas entender é uma coisa. Compreender, sentir, bem é outra história.
Desde o momento em que fique grávida sabia que minha vida mudaria, mas não imaginava o quanto, em grandeza, maturidade e profundidade.
O senso de responsabilidade com aquela vidinha, o amor instintivo, louco, visceral que só cresce a cada dia. As escolhas diferentes, sem sofrer por que nao foi pra esta ou aquela festa, nao jogou conversa fora com os amigos e amigas, nao foi a shopping. Tudo que ficava distante ou pra traz não fazia diferença, por que o prazer de viver cada novo momento preenchia qualquer falta de noitadas. Tudo ficou em suspensão por um tempo. E não me arrependo disto.
Foram 9 meses na minha barriga. 4 meses mamando no meu peito. Como vou esquecer aquele serzinho se mexendo pra lá e pra cá? como vou esquecer os enjoos que me levavam ao banheiro umas 14 a 20 vezes por dia? como vou esquecer a dor da cesária ao sair da maternidade e o apego aquela pessoinha, que estava no meu braço? e o choro quando cheguei em casa, quando literalmente senti que daquele portão pra dentro, nada mais seria igual??????
As vezes tento lembrar como era minha vida antes de ser mãe. Existia? Meu Deus, quem eu era??????
Agora, aos 4 anos da Anna, só penso que tenho que aproveitar minha pequena o máximo que eu puder.
Voltei a querer cinema, amigos, happy hour, restaurantes com as amigas e até arrisco algumas mini viagens de 1 dia com o maridão ( 2 noites no máximo, rs).
Como é que posso me arrepender no futuro de - trabalhando o tanto que eu trabalho - não trocar todos os programas superficiais e barulhentos pela convivência com minha amadinha???????? por um aconchego? pelo prazer de rezar juntas antes de dormir? assistir a um desenho animado? ou cozinhar pra ela? vê-la crescer?
Meu desejo? que quando ela for uma mocinha, uma moçona ou uma grande mulher, ela olhe pra traz e me veja em todos os momentos decisivos da sua vida… a cada ciclo que se completar, de cada tombo que se levantar ou a cada lágrima que derramar.
Só tenho uma coisa a dizer, Manu, agora eu compreendo o que você me disse quando voltei da maternidade…
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