terça-feira, 1 de dezembro de 2009

“Vida leva eu”



Eu sei, to grávida.
Mas até agora me espanto com esta história. Pareço burra, até. Como é que minha barriga já pode estar redonda e aparecendo?
Como é que estes enjôos começaram, parecem não ter fim e todo mundo jura que quando fizer 12, 13 semanas vai passar?
E olha que ainda vão faltar 28 para o bebe nascer... sinceramente, para minha ansiedade ( que a maioria dos amigos conhece bem) parece uma eternidade... Imagine! Eu que nunca consegui planejar nada com um mês, as vezes até com uma semana de antecedência!!! Eu, a rainha da disponibilidade, do improviso, do pego o carro e saio agora.... “Agora”? o “agora” mudou de conceito pra mim... Agora? Tenho 7 meses de espera... e sem planejamento!!! Na verdade vou ter que aprender a “deixar a vida me levar” como diz a Malú... Sim, por que fora trabalhar ( só um pouquinho) comer, dormir e vomitar (por enquanto, mas vai passar, vai passar!!!) não tem nadinha que eu possa fazer para contribuir para o resultado maximizado deste processo - é assim que eu gosto de vender o trabalho da Phábrica, ação focada, estratégia e tudo que puder ser feito para maximizar o resultado... que ironia! – não posso fazer nada, nadinha para acelerar, aperfeiçoar, moldar, controlar este “processo” ( rs) que estou vivendo... E obviamente, isto me apavora.

"lições"



Vou ter que confiar.
Eu, que descobri há um tempo no Processo Hoffman, que um dos padrões negativos era o de não me entregar, por medo de confiar, me vejo agora nesta lição que o destino me apresenta: confiar.
E desta vez não é na equipe, que sempre surpreende e faz acontecer – mas eu quase nunca confio – nem na família, nem nos amigos, nem no companheiro... tenho que confiar em algo impalpável, em algo que está alheio a minha compreensão consciente. É uma lição bem, bem difícil.
As vezes, começo a fracassar, procurando problemas, medos onde não existem... é minha desconfiança agindo, na espreita, como um mostro que mostra suas garras para me controlar...
E quando estes momentos chegam apelo justamente para o desconhecido, o impalpável, o abstrato, mas Aquele que sempre, sempre, sempre me atende e me acolhe: Deus, o universo, a natureza, a luz. E recupero minha força.... para seguir confiando, esperando, “deixando a vida me levar” neste desafio que promete ser uma grande lição de evolução.



A sortuda

Eu sou uma destas pessoas que realmente, realmente não podem reclamar da vida. De nada, nada, nada, nada!
As coisas meio que sempre aconteceram por acidente, sei lá, parece que sempre fui conduzida na hora certa, do jeito certo, com a oportunidade certa... até quando sofri alguma perda, pode olhar no capítulo seguinte: lá estava um ganho inesperado, surpreendente, que mudaria minha vida, para melhor.

Foi assim quando fui morar em Poloni aos 13 anos... na cidadezinha de 4 mil habitantes, conquistei autonomia, confiança, amor próprio e muito, muito mais. Graças as coisas ruins que literalmente me empurraram pra lá, par morar com meus avós maternos... meu tio me enchia de mimos e me transformava na garota mais bem vestida e popular da cidade...mesmo que eu negociava minhas saídas a noite – para merecer ir passear na praça e dar umas paqueradas, eu tinha que ir a missa, participar do grupo de jovens- eu ia feliz e ainda dava um jeitinho de paquerar o moço mais bonito... danadinha.

Aí, dona Irene, percebendo os hormônios a flor da pele da neta, me mandou de volta pra Barretos... quem imaginaria que morar com o pai, que eu considerava bravo, bravo, bravo ( mesmo) e com uma madrasta apenas 6 anos mais velhar que eu, iria também fazer diferença na minha vida???? E fez.
Aprendi a respeitar meu corpo, meus limites, a desejar mais e a fazer por merecer. Graças aos dois, pai bravo e madrasta que mais parecia uma irmã mais velha...
Depois hora de escolher faculdade, o que fazer, ai meu Deus? A pressão existia, mas sinceramente, não chegava até mim... engraçado, acho que a minha mãe fez direitinho o papel dela na minha infância, por que não era normal uma menina de 17 anos ter tanta segurança, sem nem saber o que queria da vida... Aí foram um sucessão de milagres, como a Michele gosta de falar... entrei na faculdade, sem nem fazer cursinho, tinha um ônibus que viajava todo dia pra Rio Preto, o Joel disse que ajudaria com a mensalidade, enfim, tudo perfeito....
Até que veio o plano que boicotou a poupança de todo mundo, e meu pai, bem... começou a se esforçar para pagar a facu... e de novo veio quem? A Vida e me deu um presente: um crédito educativo. 80% de bolsa, ufa... agora era só arranjar mais um emprego....

Olha, nem sei como foi que eu fiz para trabalhar em dois lugares, pagar ônibus, material, os 20% da facu e ainda comprar bolsas, calças, sapatos, sair de fim de semana, etc...
Não sei explicar nem como foi que eu paguei o credito, só sei que paguei... peguei o diploma, abri a empresa e to aqui... com os dois escritórios nas cidades que eu mais adoro, rodeada de gente boa, competente de coração e de trampo...

Um dia eu conto a trajetória profissional. E outro dia a afetiva. O fato é que dentro da barriga e fora dela, no trampo, na família, nos amigos e no amor, tá tudo bem, muito bem. Que continue assim, Amém.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sobre lágrimas de confiança


Eu já sabia que eu era meio lenta pra emoçoes... o que de certa forma sempre me foi uma vantagem, pois consegui sobreviver a grandes tempestades e crises reais por que conseguia, nao sei como, me manter absolutamente controlada. Todas as vezes que tive um problema de verdade, aquele que tira nao só o seu chão, mas de quem você ama, eu fiquei forte para tomar decisões, trabalhar, arreaçar as mangas, motivar, incentivar, consolar.
Todo mundo sempre se espantava com esta "força" e algumas pessoas até me admiravam por estas atitudes... só que o que ninguém nunca via é que depois de passado o furacão, eu caia.
Chorava uma semana, nao queria acordar, sentia tristeza, indignação, sensibilidade, enfim... vivia tudo o que todo mundo já tinha superado... e muitas vezes, sozinha.
A prova deste "delay" emocional que me acomete ( e repito, as vezes e fundamental para aguentar o tranco) foi hoje no ultrasom do baby... no primeiro ultrasom, há 15 dias eu tava tão tensa, mas tão tensa que nao consegui ver nada... hoje, procurei relaxar pra poder curtir o momento e as boas noícias... mas isto não aconteceu na hora do exame.

Durante o ultrasom, falei descontroladamente ( eu sei que é normal euzinha falar muito, mas vc via que era ansiedade) perguntei, afirmei, nossa! que matraca!! Consegui ver que o bebê se desenvolveu muuuuuuuuuuuuuuito, de 4mm ele passou para 2 cm ( um orgulho!!) em quinze dias!!! Vi que mudou de forma, ouvi o lindo e forte coraçãozinho batendo, me traquilizei com tudo que a médica disse... mas o mais legal, foi que desta vez pedimos para gravar o exame! Santa idéia!!!

Mostrei pra Malu, uma hora depois e vi exatamente a mesma coisa que na hora...

Depois, cheguei no escritório e fui mostrar os primeiros batimentos cardíacos do novo membro da Phábrica pra as meninas e o primeiro click se deu... consegui ver os bracinhos, perninhas se desenvolvendo! Nossa! Eu não tinha visto nem no exame e nem na hora que mostrei pra Malú!!!Sim, senhor, bracinhos e perninhas... o embriãozinho já tem um formato de como diria a Miriam, minha irmã, de um mini humano....

Mas sinceramente, foi agora, quase a uma da manhã, que sozinha em casa, enquando o Luit está no churras do futebol que puder curtir estas imagens tão fantásticamente perfeitas...

Vi tudo com detalhes, pause, play, pause, play... vi umas 5 vezes o exame... e foi aí que senti uma emoção diferente, quase primitiva, de imensa alegria.

Até agora, todas as lágrimas que derramei ou por drama do "susto inesperado" ou por medo do que vinha pela frente ou por impotência diante dos enjôos que acabam comigo... pela primeira vez chorei de alegria, de satisfação, chorei por confiança em Deus, em mim, na vida, na natureza, no amor, na saúde, na perfeição...

É como se dentro de mim brotasse junto com o coraçãozinho a certeza de que tudo vai dar certo, ou melhor, já deu. E pude na enésima vez que vi o ultrason, ouvir a doutora dizer: perfeito!

Sei que ela se referia ao desenvolvimento do bebezinho, mas nao tem palavra melhor para traduzir este momento: perfeito!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

sorriso amarelo


Fico pensando sobre a real importância das coisas.
Tem hora que ficamos possuídos de raiva por causa da atitude de alguém, e tem hora que temos compaixão e não nos contaminamos com as sujeiras, mesquinharias e egocentrismo dos outros. Devia ser sempre assim, diria OSHO, olhar tudo e todos com compaixão, ser um expectador das dores, alegrias, injustiças e surpresas do destino. Eu não consegui atingir este estado elevado consciente e perene. Só que as vezes, percebo que o que antes era insuportável, agora parece tão distante. O que antes eu julgava, esbravejava, repudiava, em alguns momentos consigo olhar sem analisar, me abstrair e perceber a real importância que as coisas têm. Será que são os enjôos, que me fazem realmente me preocupar com o meu umbigo, e desta forma parar de me preocupar com os outros? Um jeito muito “enjoado” de descobrir as coisas... podia ser mais fácil, né?

O fato é que tento a cada dia ser melhor. Mais humana, ter mais interesse nas pessoas, coisas e realmente colocar cada um que eu amo no seu lugar no mundo, na minha vida e no meu coração.... algumas pessoas quero muito perto, por que elas acalmam meu coração, outras, quero mesmo amando, mais de longe...

Os enjôos trazem a falta de paciência, tolerância e principalmente vontade... acaba que estou cada dia sendo mais eu mesma, por que não to com saco nem pra fingir, jogar, brigar, sorrir... é um pouco ruim, por que as vezes eu preciso, mas to percebendo que tudo bem eu não estar cem por cento sorrindo, disposta, disponível e amável para o mundo o tempo todo... o mundo sobrevive sem esta Jojozinha...

A hora é de manter a espinha ereta, a mente quieta e o coração tranqüilo... e quem estiver nesta, que se achegue, sem esperar o disponível e as vezes forçado sorriso, mas aceitando o verdadeiro e honesto suspiro...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

aniversario


Já passei várias fases em aniversários, desde o festa de arromba só para meninas, até o me isolar com as pessoas que eu amava num rancho...é sou uma mulher de fases, como diria a música. Mas sem dúvida este é o aniversário mais diferente de todos. Primeiro por que parece que tudo tá tão distante, festa, presentes, ligações que alimentam o ego... parece que tudo tem um novo e muito mais leve significado.

Claro que fiquei felicíssima com os torpedos, flores, e mails e ligaçoes de pessoas tão queridas... mas é que meu estomago nao me dá a menor chance de pensar em uma festança com comidas e bebidas... só de pensar, argth! O que é legal é que descobri que eu nunca comemorei para os outros e sim pra mim, sim, por que como agora nao consigo comer nem beber nada... nem vai rolar festa... brincadeirinha! Quem esta determinando esta ausência de comemoraçoes e estripulia é meu coração... ele acha que neste momento tenho que virar uma galinha ( no melhor sentido da palavra) e chocar este momento... recolhimento, hora de ficar quietinha com meus medos, alegrias, desejos e enjoos, hora de ser eu mesma, pra mim mesma.

e nao é que isto é legal?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

eu tô


5/11/2009


tô a mais chata de todas.

tô tao chata que quero ficar sozinha... o enjoo talvez seja o grande causador desta chatisse junto com os hormonios, mas juro, nem eu to me aguentando...depois das 18h uma especie de TPM gigante me invade... e ainda junta com o inferno astral, já que dia 9 tá chegando...


não quero saber de nada...não to com saco para clientes malas, nao to com vontade de conversar, de atender telefone, de fazer nada... até assistir tv tá chato. só sei vomitar, enjoar, comer, vomitar, enjoar... meu Deus, isto precisa acabar logo pra eu curtir a nova fase... mas o pior é que a unanimidade diz que só daqui a dois meses.......


sei que devia estar mais perto, disponivel e disposta para as pessoas que eu amo e que me amam... mas que jeito? o enjoo tá o maior do mundo...

mas vai passar, vai passar...

bate coraçao


4/11/2009


o baby tem 4 mm e já tem um coraçaozinho batendo... coisa mais linda.

o repouso continua, o enjoo tambem.


"meu coraçao, nao sei por que, bate feliz, quando te vê..."

terça-feira, 3 de novembro de 2009

familia



O grande dia...

Amanhã vamos ter o primeiro contato com o baby... vamos ouvir seu coraçãozinho bater forte, forte...

Esta noite já perdi o sono...
A cada dia eu acordo diferente... a barriguinha já tá durinha, inchadinha... os enjôos só pioram, mas não vou reclamar, é o baby se desenvolvendo...

Imagino o amor incondicional mesmo que é o de mãe... a vontade que eu tenho é de ficar quietinha, só esperando ele crescer, bem calminho, tranqüilo e saudável... queria parar o mundo para viver cada pedacinho... queria ter uma câmera para ver o desenvolvimento dele, dia a dia...

Eu que nunca pensei em fraldas, mamadeiras, papinhas, agora só penso nisto...
E penso no mundo que eu quero construir pra ele, cheio de harmonia, valores, alegria, verdades.

Acho que vamos conseguir, por que estamos cada dia mais juntos, os três, formando uma pequena e muito nova familiazinha... que também vai crescer e se desenvolver... junto com o baby...

A viagem




1/11/2009-

Hoje era o dia que íamos para o México, depois para Las Vegas... uma semana de passeio e trabalho, novidades, novas experiências...
Parece que eu sabia que não íamos. Não por causa da gravidez, mas sei lá, algo não conspirava nem para a animação dos dois nem para a operacionalização da viagem...
Sinais, diriam os mais sensíveis.
Embarcamos em uma viagem ainda mais misteriosa e cheia de coisas novas, uma viagem dentro do meu útero, que começa agora apertando os cintos e termina daqui a nove meses, quando embarcamos em outra aventura, que aí, só Deus sabe como será dia a dia, mês a mês, ano a ano...

A viagem para o México nós escolhemos. A viagem para dentro de nós mesmos, para encontrar nosso baby, não escolhemos mas ela já começou com uma jornada incrível de descobertas e expectativas...

O médico disse que ele chega em junho...

ENJOADA

31/10/2009

Duas sensações invadiram meu ser. A primeira, a felicidade de estar bem, o repouso ter dado certo e tudo estar ficando “normal”, enquanto a dor diminui a esperança de que tudo vai dar certo aumenta, na mesma proporção.

A segunda sensação não é tão legal, mas é legal. Enjôo... nossa, o tão temido e falado enjôo, existe e no meu caso, veio braboooooooooo.

Mas é quase a confirmação física de que esta tudo caminhando como deve ser... até do enjôo eu não quero reclamar... o baby deve estar crescendo, e se desenvolvendo...dentro de mim.

Parece que estou de nove meses... penso em nomes, quarto, carinho, amamentação, atenção... e sinto uma incrível sensação de que o amor acalma tudo e é a resposta para qualquer pergunta que eu possa ter que enfrentar de agora pra frente...

Farei o que preciso for. Hoje e sempre.

QUERER


27/10/2009 –

Por mais que eu queira falar de outra coisa, juro, só consigo falar no POSITIVO de ontem... e para minha surpresa, depois de sair do médico a ordem é clara: cama, repouso para segurar o bebezinho...
É impressionante como alguns sustos tem efeito impacto em pessoas como eu. A simples hipótese de acontecer qualquer coisa com o bebê, a gestação, a gravidez, me fez parar e desejar com toda força do mundo esta criança. Não que eu não estivesse desejando ou feliz, estava, mas é que não ainda não “sentia” a gravidez. Depois do choque, pronto, caiu a ficha.

Comecei a pesquisar tudo e mais um pouco... e deitadinha comecei a ver todos os passos do que vinha pela frente... ainda nada mudou no meu corpo, mas no meu coração...muita coisa mudou...

O querer é forte demais.

POSITIVO +

26/10/2009 - Surpresa!
Sabe o que significam duas fitinhas vermelhas? POSITIVO.
Fiquei tão nervosa que não conseguia ler o resultado do teste de gravidez... um filme inteiro passou pela minha cabeça. O que eu queria para os próximos 9 meses, família, amigos, meu amor... E de repente eu que queria um baby para o ano que vem, estava com um dentro de mim... o mais louco é que mesmo com o exame de positivo, eu não acreditava.
É que eu acho tão, tão milagroso a concepção, gestação que as vezes não me achava digna, preparada, capaz, competente...
Por tanto tempo a hipótese de ter um filho era remota e (juro!) cheguei a ter a certeza de que não queria um.
Agora estou com o resultado na mão e grávida não só de um bebê mas de mil pensamentos que vão dos mais positivos ao mais terrível.
Que venha este baby para trazer toda a mudança que ele representa. Estou feliz, eufórica, ansiosa, mas ainda não me sinto mãe...nem enjôo, nem barriga, nem peito doendo...amanha a ficha cai.

domingo, 16 de agosto de 2009

Morte, medo e amor


São 23h30.
Acabei de receber um e mail com uma previsão que diz que daqui a uns dias o mundo passará por uma conjunção astral desfavorável. Sem especificar onde ou como, a previsão faz uma análise de vários países que podem sofrer desastres aéreos atingindo muitas pessoas de forma violenta, morte de líderes, quebra de acordos entre países, enfim, o caos.

Como em todo momento de medo, eu imediatamente olhei para o meu umbigo.
Estarei em um evento, com grande aglomeração de pessoas e preciso redobrar minhas rezas. A primeira sensação é o medo de morrer, de estar na hora errada, no lugar errado... mas meu pai diz que não existe isto... que as pessoas só morrem quando chega a hora...
Depois repasso todos os que amo. Como protegê-los? Como avisar de uma previsão (!?) e se ninguém acreditar? E se for a hora deles? Penso em como seria viver sem as pessoas que eu mais amo...nossa! começa me dar até um nó na garganta...é o medo.
Este medo, de partir, de deixar de existir neste plano ou de perder qualquer um dos que eu amo muito, me fez refletir o quanto amo. Antes de avisar ou gerar pânico ( as vezes a ignorância nos salva) vou aproveitar para ficar mais perto de todo mundo.

Temos a incrível facilidade de postergar um “eu te amo”, uma preguiça de ligar, escrever um e mail, uma carta, um post... só pra dizer: “oi, você é muito importante na minha vida”...
Quando penso na morte, penso na ausência. Só senti a dor da morte fortemente, uma vez. Eu renego a morte... me nego a pensar nela embora a ausência das conversas com minha avó, tão importantes, tão sábias, o carinho de sua mão na minha cabeça, o sorriso sempre pronto para me compreender... a morte fortalece as lembranças do que vivemos quando ela nem era uma hipótese.

A gente nunca acha que vai morrer, sabe que vai, mas nunca acha que vai, não é mesmo? Aí o medo de perder quem se ama, o egoísta medo de ficar sem aquela pessoa faz com que a gente pense na morte. Na inevitável e inegável morte. E pensar nela, nos impulsiona a viver, desesperadamente. Aí você percebe que vida e morte não são extremos, por que não estamos numa ponta vivos, e na outra mortos. Na verdade esta brincadeira de mau gosto não tem pontas. A morte existe junto com a vida, ao lado, na esquina, na janela, no próximo passo, como último suspiro, com um último adeus que na maioria das vezes não é dado. A morte prega esta peça... nunca acreditamos que chegou a hora, então pra que se despedir?

Foi assim com minha vó, entrou sorrindo para um cirurgia e não voltou.
Sem despedidas, só com confiança, esperança e planos para a volta. Pedidos.

Por isto a morte me é tão abstrata. Amo a vida, faço tantos planos me for possível para evitar que um dia ela me ache... as vezes penso que é um jeito de enganá-la...
Vivo cheia de planos, sempre com um monte de coisas pra fazer, sonhar, conhecer. Da morte, só quero este amor absurdo que me invade e me faz perceber como luzes em um néon gigante o quanto amo. É isto!!! Da morte, só quero o amor.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

TE ESPERAR É QUASE BOM...

Ah, a ansiedade...
Querendo ou não, ela me pega.
E rima com saudade.

Ansiedade com saudade dá um comichão na gente...
Uma coisa que vem de dentro, que quer sair, ficar, arrumar, esperar, encontrar.
Ansiedade com saudade só se cura com outra rima: felicidade.
E aí, meu amor, nasce a poesia, na raridade.

A poesia de te esperar.
Na casa, muita novidade: flores pra todo lado.

No corpo, cremes, cheiros, maciez. Arrepio.
De você, da sua mão, da sua boca: necessidade.

Nós dois juntos? Ah, você sabe... é afinidade, totalidade.

Pode esperar. Beijos, abraços, cafuné.

Te esperar é quase bom.
Você chegar, é tão bom que nenhuma palavra rima.

JÁ QUE É PRA PEDIR...

Quero as surpresas, mas só as boas! Flores, estrela cadente, visitas inesperadas, bilhetes, beijo roubado e desejos antecipados.
Quero o que me agita e o que me acalma. Ivete Sangalo no DVD, oração, Zélia Duncan, sambinha de roda, ficar sozinha quietinha ou rodeada de gente, Pedro e Luiza brincando na sala, cozinhar tomando uma cervejinha...

Quero tudo o que me faz feliz... trabalhar, escrever, viajar, ver a lua cheia, o sol se por, amigos, amigos, amigos, dançar, cantar músicas bregas com a Ari e a Mi, comer chocolate e tomar Coca Cola, pipoca, cachorro quente, algodão doce. Virar menina de novo e pra sempre.

Quero o que me faz melhor: perdoar, entender, aceitar, crer, mudar. Quero ouvir as histórias do Joel. Quero direção, intuição, proteção. Conselhos da Malú, ombro de irmão, colo de mãe, abraço apertado, cafuné antes de dormir.

Quero sentir o coração bater mais forte, a brisa do mar. Desligar o telefone a hora que chegar em casa, dormir até tarde e ficar de preguiça no domingo inteiro... Quero leveza.

Acordar feliz.

Quero gargalhadas, chorar de tanto rir, quero ir e vir.
Quero a liberdade para ser eu mesma e a liberdade para mudar eu mesma.

Todo dia, pra sempre, amém.

SIM

“ Felicidade não precisa de culpa, felicidade é o alívio da dor...” canta Zélia Duncan na minha memória enquanto eu começo a escrever este texto, que terá algumas linhas para resumindo eu defender o que eu você sabemos: nada é melhor do que a liberdade para poder experimentar a verdadeira felicidade.

Liberdade para ser quem você é, ir onde quiser, com quem quiser, liberdade para escrever, para falar o que pensa, para exercitar a sua fé ( seja lá qual for) para fazer o que der na cabeça, para fazer nada, para fazer tudo.

Na minha concepção a felicidade diária vem exatamente nestes momentos, em que você está cheio de si mesmo. Nada pior do que fazer o que se é obrigado ou pior, se “sente” obrigado por algum motivo. A felicidade diária não está na moda que você tem que usar, nas festas que você tem que ir para ser simpático ou sociável ou no trabalho que você detesta ou na conversa com aquele “mala” que você por algum motivo tem que agüentar.

Quando falo em liberdade, falo da experiência ímpar de PODER fazer com responsabilidade o que realmente importa. Sem pressão, sem obrigação moral ou social. Você quer rezar, pára tudo e reza. Quer comer um chocolate, esquece o regime e degusta o melhor bombom da sua vida. Quer mudar do emprego que odeia, começa a procurar outro... Assim, exercitando a liberdade de fazer o que você quer e não o que querem que você faça, você experimenta diariamente a felicidade de dizer “sim” pra você.

E como também canta em outra canção Zélia Duncan, “ no final a moral da história vai estar sempre na glória, de fazer o que nos satisfaz”.

Dá trabalho ser feliz, mas dá mais ainda ser infeliz.
Na dúvida, grite Sim...mas pra você mesmo!

Nem Redondo, nem quadrado

Fala a verdade, com quantos chatos a gente tem que conviver no dia a dia?
Muitos. E tem gente que é quase um imã pra chato, sim por que chato de carteirinha é aquele que sabe que é chato e tem a certeza que você tem que aguentá-lo por algum motivo. Tem alguém que tem mais paciência com chato do que político? O cara decide entrar para a vida pública e ganha o kit “guentamala” por que não tem hora, não tem local, não tem volume de voz. O chato chega, puxa a cadeira, senta e se mete na conversa.

Chato é aquele que você abana a mão por educação e ele atravessa a rua, pede uma carona para o lado oposto ao que você vai, morde ( dando uma babada) no seu sorvete e ainda te pede R$10,00 emprestado.

Chato é aquele que você encontra no supermercado e pergunta: “tudo bem?” e ele leva a sério. Começa a contar com detalhes sobre a unha encravada, tira o sapato, mostra aquele horror cheio de curativo...

Dentistas e médicos sofrem com chatos. Quando você vir no meio da rua um cara de branco olhando constrangido dentro de uma boca aberta, tenha certeza, um chato pegou o coitado do dentista e tá tentando uma consulta “grátis”. Sim, por que chato que é chato ama levar vantagem e quase sempre leva.
Você já reparou? Na ânsia de se livrar do chato, você faz tudo o que ele quer.

Chato tem tempo. Tem tempo e paciência. Ele chega no seu trabalho, na sua casa, no seu lazer, senta e enquanto você não faz o que ele quer, ele fica ali, parecendo um elefante na sua sala.

O pior chato mesmo é aquele tem orgulho de ser chato.
Não estou falando da pessoa exigente, que se auto-intitula chato por que quer as coisas saiam perfeitas. Estou falando do chato que usa sua chatisse para entrar nos locais proibidos, levar vantagens, comer o que não lhe pertence, incomodar, importunar, azucrinar, irritar.

Quer fazer um chato feliz?
Diga logo: Nossa! Como você é chato!!!!!

PORQUE É DOMINGO!

Um dia de chuva pra ser perfeito tem que ter alguns elementos básicos. Primeiro, já que tá chovendo mesmo, é bom que seja domingo. Você acorda, escuta a água caindo lá fora, vira para o lado, dorme de novo, acorda, ouve a chuva, dorme de novo e assim vai até quase meio dia...

Segundo, para um dia de chuva perfeito, além de ser domingo você tem que ter um amor. Afinal, nada mais chato do que um dia de garoa ou tempestade, com céu nublado e aquele ventinho úmido sem um “cobertor de orelha”. Item indispensável.
Dormir abraçadinho, de conchinha, debaixo do edredon...

Outro item indispensável é uma camiseta branca velha, bem largona, daquelas que te deixam bem a vontade... o prazer de acordar na casa vazia e andar só de camiseta, calcinha e meia é qualquer coisa que o dinheiro não compra. Aí, bem devagarzinho, naquela preguiça característica dos domingos de chuva, você faz um chazinho ou um chocolate quente, abre a janela ou a porta e fica ali, apreciando aquele dia cinza...

Cheirinho de terra molhada, fumacinha saindo da xícara e você descabelada com aquela cara de vou voltar pra cama jajá...

Bom mesmo em dia de chuva é comer besteira, até por que em dias assim sempre dá uma fome... Comece com um sanduíche de queijo branco quente, com pimenta do reino ( esta eu aprendi estes dias e é muito bom!), depois um bolinho de chocolate, pipoca de microndas, coca cola com sorvete na caneca e bem lá no finzinho da tarde, frite um ovo molinho e coma com pão... ahhhhhhhhh! Que perfeito! Pra arrematar: brigadeiro quente, de colher com muito beijo na boca.

Depois, é só voltar pra cama com seu amor, afinal não vai parar de chover mesmo...

PIZZA SABOR GARGALHADA

Uma vez me disseram que uma pessoa egoísta começa a comer seu pedaço de pizza pela borda, por que acha que o “menos bom” tem que ir primeiro para o melhor ficar para o final. Aí esta mesma pessoa me disse que este é o erro do egoísta, por que as vezes quando chega no final, ele já se empanturrou de borda e não saboreia a deliciosa parte da pontinha do pedaço, a que tem mais recheio. Desde então, eu mudei meu jeito de comer pizza...

Mas e no dia a dia? Quantas coisas gostosas a gente deixa para o fim e no fim ele nunca chega?

Hoje me deu vontade de arrumar umas fotos antigas. Coisas que eu não tocava há anos. Joguei a bagunça toda no chão e tentei começar a separar as fotos por itens: amigas, viagens, adolescência, família, festas, etc.

Sabe aquela deliciosa sensação de ver fotos antigas onde você está mais feia, mais bonita, mais magra, mais gordinha, com um biquíni horroroso, feliz, com amigos queridos que se perderam pelo mundo, em lugares inusitados, enfim... ver fotos antigas é um prazeroso “revisitar” a alegria de outros tempos, emoção que ficou ali congelada, eternizada por um click, como diria Rubem Alves.

Entre tantos sentimentos encontrados e depois de muitas gargalhadas ( melhor do que se achar ridícula nas fotos de 20 anos atrás é ver que seus amigos também estavam ridículos, rs) senti saudade. Não dos momentos passados, mas saudade de pegar uma foto no papel e olhar cada detalhezinho dela...lembrar como foi feita, quando, onde, lembrar do que eu sentia naquele momento, dos sons, cheiros e do que aquelas pessoas representavam...

A mágica do papel. O computador e as máquinas digitais nos deram o frio conforto de arquivar e acessar as fotos a qualquer momento. Que mentira!!! Como é que a gente não se dá conta disto? O monitor não transcende e traz o momento de volta como o papel...
A gente assiste as fotos, não sente, não pega, não cheira!!

Terminei de organizar tudo e fiquei com uma sensação de que deixar as fotos arquivadas no CD ou no desktop é comer a pizza pela borda... correndo o risco até dos vírus comerem a pontinha antes da gente!

Por isto começo a campanha pela revelação das nossas fotos!!!! Se não de todas, mas de algumas.... tudo pra daqui cinco, dez, vinte anos morrer de gargalhar com o papel na mão... organizar a bagunça por itens... relembrar momentos, pessoas, lugares... e escrever um texto feliz da vida como tô agora.

PRA ONDE EU QUERO

Nas minhas férias fui parar em uma montanha no Canadá, em uma cidadezinha chamada Whistler. Quando dei por mimm me vi com uma prancha enorme presa nos meus pés, botas, roupa de neve e medo, muito medo. Eu que mal me equilibrava nas botas especiais para andar, me preparava para começar a aprender o snowboard, o esporte mais praticado na montanha.

No primeiro dia tombos e mais tombos.
Fui para uma pista onde as crianças aprendiam os princípios básicos do snowboard. Eu, a única adulta do pedaço, orientada pela Rebecca e pelo Jader, nossos amigos experts no assunto, percebi que o snowboarding invadiu a minha alma: no meio das criancinhas abarrotadinhas de roupas de frio, eu me permiti virar criança de novo.

A cada tombo, a dor no bumbum era quase divertida. Tudo tão novo. Primeiro consegui ficar em pé na prancha, nossa que vitória!! Depois aprendi a brecar, depois a deslizar. Cada pequena evolução era comemoradíssima por mim e pelos meus generosos instrutores. Lembrei como é bom aprender, se entregar, confiar.

Mais de 200 ( não estou exagerando!) tombos e sete dias depois, eis que eu quase estava snowbordiando... e que delicia!

Que delicia curtir o esporte, mas, mais que isto! Que delicia a sensação do controle, de ter vencido o medo do novo. Fiquei com orgulho de mim mesma.

Não leitor, eu não voltei fazendo curvas e saltos como os atletas profissionais. Mas confesso que fiz curvas incríveis e dei grandes saltos sim, só que dentro de mim.

Descobri que tudo o que precisamos para obter o equilíbrio na prancha, é o mesmo que precisamos para manter o equilíbrio na vida: foco, concentração, saber para onde se quer ir e mover o corpo, o coração e a mente para esta direção.

Um dia, eu quase fui parar no penhasco que ficava a minha direita. Eu não queria ir, tinha muito medo, mas parece que quanto maior o pânico, mais meu corpo literalmente me empurrava pra lá. Pra não acontecer o pior, me joguei no chão da pista em mais um tombo espetacular. Sentadinha na neve, pensei na lei da atração: quando focamos no medo, atraímos o que não queremos. Dava pra ouvir o barulho das fichas caindo...

Levantei rapidamente, foquei no que eu queria e consegui me mover tranquilamente para a esquerda, bem longe do penhasco.

Depois desta viagem, quando me pego com medo, penso naquela prancha, no meu corpo e no penhasco.
Neste momento, paro tudo.
Reposiciono meus pensamentos e foco no que eu quero, por que depois de Whistler, tenho certeza, é pra lá que meu corpo, minha mente e meu coração vão me levar, deslizando, sem medo.

Aí é só relaxar e curtir...

pra mim primeiro...

Nunca achei que fosse futilidade investir parte dos ganhos em alguma futilidade.

Sempre vejo as pessoas, principalmente as mulheres, reclamarem que seus namorados, maridos, filhos, amantes ou pais nunca fazem nada por elas. Acredito na teoria que se você quer respeito, deve primeiro se respeitar. Se você quer confiança dos outros, deve primeiro acreditar em si mesmo. Se você quer que as pessoas te agradem, agrade-se! Cuide-se! Ame-se!

Temos a mania de quase sempre ( eu disse “quase” sempre...) projetarmos nossas expectativas no outro. Por que preferir ser a vítima do mundo, ser aquele que ninguém liga, ninguém cuida, ninguém se lembra? Muito chato este papel na vida...

Amar a si mesmo, antes de amar ( ou esperar amor) os outros, é fundamental. Espantar a tristeza, a pena de si mesmo e jogar a máscara de coitadinho fora já são bons começos.

Cada um tem a sua técnica para cortar o ciclo da tristeza e sacudir a poeira. Se eu tô tristinha, tomo uma Coca Cola comendo um Suflair... ao mesmo tempo, parecendo uma criança de 5 anos. É infalível! Outros truques? Canto uma música feliz, rezo, leio, ligo pra uma amiga, tomo um banho bem demorado, deixando a água morninha bater na nuca e escorrer pelas costas, hummmmmmmmmmmm delicia.

Amor não se compra, se conquista certo? Então se o seu, por você mesmo, não anda lá estas coisas, crie sua estratégia de sedução e mãos a obra...

Pequenos mimos que o dinheiro pode comprar como massagem, terapia ou um sundae de chocolate são bem vindos.

Porém, lembre-se, na hora de se “conquistar” o mais importante, assim como em qualquer relacionamento, são os presentes que o dinheiro não pode comprar, como cuidar-se, dedicar um tempo para rever aquelas velhas fotos e lembrar dos bons momentos com os amigos, dormir um soninho gostoso no meio do dia sem culpa ( ok, tem que ser no domingo), visitar um amigo ou um parente, dar uma caminhada ou ver o por do sol.

Conquistar, reconquistar e manter o amor próprio é uma tarefa diária. Fazer o que te deixa feliz e se agradar de vez em sempre só faz bem!

Por isto, seja gentil consigo mesma e ame com todas as forças!
Afinal, você merece todo amor do mundo, começando pelo seu.

Chuta que é macumba!

“Eu vou botar seu nome num prato com pimenta quero ver se você aguenta a mandinga que eu vou te mandar” diz a música de Zeca Pagodinho. Se macumba pega ou não pega, eu não sei, mas que todo brasileiro adora uma dica, uma simpatia, uma mania ou mandinga pra atrair a sorte, ah isto adora.

Sem falar no medo que a gente tem da tal da inveja, do olho gordo e da energia negativa, credo!

Quem nunca pagou o mico dos três pulinhos depois de encontrar algo com a ajuda de São longuinho?? Você pode até dizer que não, mas duvido que nunca bateu na madeira para isolar o mal. É, as mandingas fazem parte da nossa cultura, desde pequeninhos em todas as religiões e até para os “sem religião”.

A resposta consciente é sempre a mesma: se não fizer bem, mal não faz, então lá vamos nós pular sete ondas, tomar banho de sal grosso, de arruda, de guiné, jogar moedas na fonte dos desejos, comer romã no reveillon, uva, entrar com o pé direito no emprego, etc, etc, etc.

Se não funciona, pelo menos divertido é.

Segundo a lei da atração os nossos pensamentos são imãs.
A crendice popular (que não tá nem aí para a física quântica) ensina exatamente isto: o principal ingrediente da simpatia é a fé, acreditar e focar no objetivo final.
Então que são as mandingas senão imãs para atrair o que queremos?

Mas alto lá. Nada de sair por aí desrespeitando o livre arbítrio alheio...

Tá querendo um emprego? Dor de amor? Um namorado novo? Mais dinheiro ou aquela viagem? Fale com sua vó, tia, mãe. Elas sempre têm uma receitinha “especial” para dar aquela mãozinha para a sorte... e se no fim nada funcionar, sente ao lado dela e peça um colinho. Eu não conheço "mandinga" melhor do que dar e receber carinho para atrair tudo de bom pra gente!

BRINCAR


“Adultos não são crianças”, você ouviu isto a vida toda, desde pequenininho.
Aliás, quantas vezes você se pegou antes dos 7 anos pedindo por favor para Deus para crescer logo e poder ver novela, ouvir conversas dos adultos, poder assistir filmes, tomar cerveja, enfim tudo que parece tão legal e que criança não entra, não pode ou não tem querer... nosso primeiro desejo ilusório de felicidade é crescer para poder, querer, acessar, entrar.
Aí, nos transformamos em adultos chatos que brincam, mas de ir a restaurantes, de comprar carros caros, tomar vinhos caros, fumar charuto, aplicar na bolsa, comprar mansões, construir patrimônio, mas parece que esta brincadeira não tem tanta graça ou quando acaba, fica um vazio.
Queremos sempre mais poder, mais prazer, mais dinheiro, mais, mais e mais. Aí, imagino que chega um momento que temos duas opções, ou encaramos de vez o fato que só o que pode nos trazer a alegria essencial que tanto buscamos está dentro e não fora ou nos transformamos em consumistas vorazes, insaciáveis e incansáveis. Adultos chatos, que compram tudo, até amor.
Encontrar, resgatar, acordar e cuidar da criança interior é o segredo para a totalidade, para experimentar a alegria pura, ingênua e verdadeira.
Como? Sugiro começar pelas coisas que você sempre quis fazer e não faz... que tal ao invés de comprar carros, comprar um autorama e brincar na sala com seu filho? E jujuba, algodão doce, pipoca, tomar um sorvete e deixar escorrer pelas mãos? E dançar, desengonçado, pulando, rolando, nem aí com o ritmo, igual uma criança. Andar descalço, tomar um banho de chuva, nadar no rio... deixar de ser um adulto chato, que nada pode, nada dá pra fazer, nada tem coragem ou tem nojinho...
Lembra? Quando você era criança, você prometeu que quando “pudesse’, quando “fosse dono do seu nariz” você iria fazer tudo isto!!! Então, oras bolas, chegou a hora, faça!!!
E encontre o que procura, e troque o vazio, pela alegria!

borracha

Outro dia ouvi em uma rádio de São Paulo: “já pensou se nós sempre que errássemos, desistíssimos de tentar novamente e de novas formas? Imagine um bebê, quando começa a dar os primeiros passos e cai. Se ele não tentasse, tentasse e tentasse novamente, nunca iria começar a andar... é instintivo, o erro faz parte da evolução.” dizia o apresentador do programa.

É nisto que eu acredito.
Erramos, e olha que as vezes erramos feio mesmo: magoamos pessoas, fazemos escolhas duvidosas, nos defendemos, julgamos e apontamos o dedo. Ok, quase sempre fazemos um baita de um estrago.

Sempre eu digo para quem está perto de mim, quando erramos e temos consciência disto, a vida nos apresenta escolhas. Podemos nos culpar, nos fazer de vítima, nos julgar, culpar os outros, culpar Deus, nossos pais... ou podemos simplesmente aprender com este erro, nos perdoar e decidir melhorar a partir dele ou seja, evoluir.

Se não para alterar o caminho, a rota, o comportamento e a escolha, pra que serviria o erro? Só pra mostrar o quanto somos burros, ignorantes e merecemos sofrer? Não.

A boa notícia é que Deus, a Luz , o Universo ou seja lá em que você acredite, é muito melhor do que sequer imaginamos. Os erros servem para nos fazer melhores.
Quando nos perdoamos é como se após passássemos a borracha, tivéssemos a chance de reescrever, refazer, redesenhar nossa vida, só que agora de forma correta.

Experimente minha teoria, ao invés de focar no erro, foque no aprendizado. Se perdoe e perceba que fica muito mais fácil perdoar os erros alheios e lhes dar uma segunda chance.