terça-feira, 26 de outubro de 2010

Num reino Tão Tão Distante...






Onde é que eu estou?
Preciso me achar ou ficar perdida?
Como Alice no Pais das Maravilhas estou vivendo em um universo paralelo cheio de encantos e perigos...
A executiva virou mãe e não quer desvirar...

Como é que as mulheres encontram tempo para trabalhar, cuidar dos filhos, da beleza, do marido, da ginástica, das compras do supermercado, dos amigos queridos, da família?
Virei mãe e não quero desvirar...
Mas e o mundo?
O mundo insiste e eu resisto.

Será que, como na fábula, é só bater os pezinhos que volto pra casa? Mas onde é minha casa?????? A Anninha vem junto???????

Bati meus pezinhos e ops!!! Nada aconteceu!
Minha casa está no aqui e no agora e não num reino tão tão distante de outrora....

Lá ficaram tantas coisas... até agora não sei se pra sempre, ou se só por algum um tempo.

Trabalho, cobranças, atividades, reuniões.
O mundo insiste e eu sigo forte, resistindo.

Não quero mais a loucura, não quero mais o caos.
Quero cantar nana neném, dar bananinha amassada, trocar fraldas e ver as risadas da Anninha quando toma banho.

Virei mãe? Não, o verbo é outro, e definitivo: SOU MÃE.
E não tem conto de fadas, poção ou reino encantado que mude isto.

Pode o mundo insistir, que eu? Eu, não to nem aí...
Enquanto eu viver, estarei nesta aventura, que de tão linda, parece um conto de fadas.

domingo, 24 de outubro de 2010

4 meses da Anninha: Deus, amor e outras descobertas



Não!! Eu não me conheço.
Eu, que fiz curso de ‘altíssimo auto-conhecimento”, anos de terapia, reiki e tudo o mais que poderia me ajudar a reconectar com meus self, minha alma ou minha essência, confesso: NÃO ME CONHEÇO.

E a cada dia, eu me choco mais com esta realidade. Primeiro, de onde vem este instinto todo de mãe, que me faz antever coisas, perigos, sinais, desejos e insatisfações da pequena Anna? Quem foi que colocou em mim esta vontade incontrolável de querer passar o dia, a noite, todo o tempo com ela? Em que momento surgiu esta disposição para enfrentar o mundo, gritando para todos que SIM, TUDO MUDOU!!! E que o que era importante há 4 meses, hoje, bem hoje, eu nem me lembro mais...

Acho que a aventura da maternidade é fascinante, como toda mãe fala, não por que “ó temos o dom de dar a luz, gerar a vida” e sim por que ao ter um bebê nos aproximamos realmente do que somos, DE VERDADE.

E falo do kit completo: defeitos e qualidades, que são ampliados em potência máxima quando se corta o cordão umbilical e se ouve o chorinho do bebê.

Sim, eu nunca me achei competente para tal feito, mas acontece que nem nos meus melhores sonhos eu imaginava que estas seriam talvez minhas mais prazerosas competências: cuidar, amar incondicionalmente, doar, entregar, proteger, não necessáriamente nesta ordem.

Quando se tem um filho, você se lembra do que é o amor. E ele vem tão intenso, transparente, arrebatador, que te assalta! E te assusta!!!

A gente pira com a chegada do filho, por que ele esfrega na sua cara a SUA VERDADE. É você, 24 horas, lidando com tudo que é gigantesco exatamente como você é, sem máscaras. As vezes não é o mais bonito ou adequado, para quem está por perto. Mas quando você está perto do seu filho, você está mais perto de você e de Deus...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comer, Rezar e Amar

Quem me apresentou o livro foi a Mano, uma amiga que já citei aqui um monte de vezes. Na oitava página eu me peguei aos prantos, revendo a história de uma vida triste, cheia de indecisões, choro, mágoa, a qual eu tinha acabado há poucos meses de decidir que nao me pertencia mais... ( xô uruca!)

Ontem, dia do aniversário do meu amor ( plena segundona) nos demos este presente: assistir Julia Roberts estrelando o Best Seller, que virou filme. Meu desejo era revisitar a delicia que foi saborear o livro, em cada pedacinho dele... Pra minha surpresa, nem chorar no filme eu chorei ( e olha que propaganda de margarina me leva as lágrimas).

Foi bonitinho sim, delicioso ver as personagens que criei na minha cabeça, se materializarem, com rostos, cores, roupas.... os lugares, as comidas, as dificuldades. Mas NADA, NADA se compara ao livro.

Sempre que assisto a um filme que eu li o livro antes, como a maioria das pessoas, rola uma decepção. Fiquei pensando nisto ontem... o poder da nossa mente de criar cada detalhe do cenário, os rostos, cabelos. Chegamos a sentir cheiros, sensaçoes, desejos... e que delicia que é!

Este foi um dos livros que eu fiquei com dó de terminar... sinto isto as vezes, quando gosto muito do livro, vou saboreando as páginas finais, levando uma eternidade para concluir...

O filme, é fofo. Sim, mas quem quer viver mesmo uma experiência interessante com a vida da autora, só mesmo folheando cada página do livro.

É isto!

domingo, 3 de outubro de 2010

a boneca com a boneca


Anninha e sua Mônica...

quem ensinou?


Cada dia que passa fico mais apaixonada pela Anninha... é igual começo de namoro, penso nela o dia todo, tudo que vejo tem a cara dela e só o seu sorrisinho banguela é que me importa, nada mais... fui tomar banho agora mesmo e fiquei pensando - quem ensinou Anninha a sorrir daquele jeitinho meigo, levantando os ombrinhos, escondendo o pescocinho e virando a cabeça para o lado??? Nossa, que coisa mais fofa!!!


Ela começou a dar uns grunhidinhos, aaaaaaaaaaahhhhhhh, ohhhhhh, anguuuuuuuuuu...


olha pra tudo e já reconhece as pessoas que convive!

é a coisa mais linda!!


na foto, Anninha de Calça jeans. gotosaaaaaaaaaaaaaa!