
São 23h30.
Acabei de receber um e mail com uma previsão que diz que daqui a uns dias o mundo passará por uma conjunção astral desfavorável. Sem especificar onde ou como, a previsão faz uma análise de vários países que podem sofrer desastres aéreos atingindo muitas pessoas de forma violenta, morte de líderes, quebra de acordos entre países, enfim, o caos.
Como em todo momento de medo, eu imediatamente olhei para o meu umbigo.
Estarei em um evento, com grande aglomeração de pessoas e preciso redobrar minhas rezas. A primeira sensação é o medo de morrer, de estar na hora errada, no lugar errado... mas meu pai diz que não existe isto... que as pessoas só morrem quando chega a hora...
Depois repasso todos os que amo. Como protegê-los? Como avisar de uma previsão (!?) e se ninguém acreditar? E se for a hora deles? Penso em como seria viver sem as pessoas que eu mais amo...nossa! começa me dar até um nó na garganta...é o medo.
Este medo, de partir, de deixar de existir neste plano ou de perder qualquer um dos que eu amo muito, me fez refletir o quanto amo. Antes de avisar ou gerar pânico ( as vezes a ignorância nos salva) vou aproveitar para ficar mais perto de todo mundo.
Temos a incrível facilidade de postergar um “eu te amo”, uma preguiça de ligar, escrever um e mail, uma carta, um post... só pra dizer: “oi, você é muito importante na minha vida”...
Quando penso na morte, penso na ausência. Só senti a dor da morte fortemente, uma vez. Eu renego a morte... me nego a pensar nela embora a ausência das conversas com minha avó, tão importantes, tão sábias, o carinho de sua mão na minha cabeça, o sorriso sempre pronto para me compreender... a morte fortalece as lembranças do que vivemos quando ela nem era uma hipótese.
A gente nunca acha que vai morrer, sabe que vai, mas nunca acha que vai, não é mesmo? Aí o medo de perder quem se ama, o egoísta medo de ficar sem aquela pessoa faz com que a gente pense na morte. Na inevitável e inegável morte. E pensar nela, nos impulsiona a viver, desesperadamente. Aí você percebe que vida e morte não são extremos, por que não estamos numa ponta vivos, e na outra mortos. Na verdade esta brincadeira de mau gosto não tem pontas. A morte existe junto com a vida, ao lado, na esquina, na janela, no próximo passo, como último suspiro, com um último adeus que na maioria das vezes não é dado. A morte prega esta peça... nunca acreditamos que chegou a hora, então pra que se despedir?
Foi assim com minha vó, entrou sorrindo para um cirurgia e não voltou.
Sem despedidas, só com confiança, esperança e planos para a volta. Pedidos.
Por isto a morte me é tão abstrata. Amo a vida, faço tantos planos me for possível para evitar que um dia ela me ache... as vezes penso que é um jeito de enganá-la...
Vivo cheia de planos, sempre com um monte de coisas pra fazer, sonhar, conhecer. Da morte, só quero este amor absurdo que me invade e me faz perceber como luzes em um néon gigante o quanto amo. É isto!!! Da morte, só quero o amor.
Acabei de receber um e mail com uma previsão que diz que daqui a uns dias o mundo passará por uma conjunção astral desfavorável. Sem especificar onde ou como, a previsão faz uma análise de vários países que podem sofrer desastres aéreos atingindo muitas pessoas de forma violenta, morte de líderes, quebra de acordos entre países, enfim, o caos.
Como em todo momento de medo, eu imediatamente olhei para o meu umbigo.
Estarei em um evento, com grande aglomeração de pessoas e preciso redobrar minhas rezas. A primeira sensação é o medo de morrer, de estar na hora errada, no lugar errado... mas meu pai diz que não existe isto... que as pessoas só morrem quando chega a hora...
Depois repasso todos os que amo. Como protegê-los? Como avisar de uma previsão (!?) e se ninguém acreditar? E se for a hora deles? Penso em como seria viver sem as pessoas que eu mais amo...nossa! começa me dar até um nó na garganta...é o medo.
Este medo, de partir, de deixar de existir neste plano ou de perder qualquer um dos que eu amo muito, me fez refletir o quanto amo. Antes de avisar ou gerar pânico ( as vezes a ignorância nos salva) vou aproveitar para ficar mais perto de todo mundo.
Temos a incrível facilidade de postergar um “eu te amo”, uma preguiça de ligar, escrever um e mail, uma carta, um post... só pra dizer: “oi, você é muito importante na minha vida”...
Quando penso na morte, penso na ausência. Só senti a dor da morte fortemente, uma vez. Eu renego a morte... me nego a pensar nela embora a ausência das conversas com minha avó, tão importantes, tão sábias, o carinho de sua mão na minha cabeça, o sorriso sempre pronto para me compreender... a morte fortalece as lembranças do que vivemos quando ela nem era uma hipótese.
A gente nunca acha que vai morrer, sabe que vai, mas nunca acha que vai, não é mesmo? Aí o medo de perder quem se ama, o egoísta medo de ficar sem aquela pessoa faz com que a gente pense na morte. Na inevitável e inegável morte. E pensar nela, nos impulsiona a viver, desesperadamente. Aí você percebe que vida e morte não são extremos, por que não estamos numa ponta vivos, e na outra mortos. Na verdade esta brincadeira de mau gosto não tem pontas. A morte existe junto com a vida, ao lado, na esquina, na janela, no próximo passo, como último suspiro, com um último adeus que na maioria das vezes não é dado. A morte prega esta peça... nunca acreditamos que chegou a hora, então pra que se despedir?
Foi assim com minha vó, entrou sorrindo para um cirurgia e não voltou.
Sem despedidas, só com confiança, esperança e planos para a volta. Pedidos.
Por isto a morte me é tão abstrata. Amo a vida, faço tantos planos me for possível para evitar que um dia ela me ache... as vezes penso que é um jeito de enganá-la...
Vivo cheia de planos, sempre com um monte de coisas pra fazer, sonhar, conhecer. Da morte, só quero este amor absurdo que me invade e me faz perceber como luzes em um néon gigante o quanto amo. É isto!!! Da morte, só quero o amor.

