domingo, 16 de agosto de 2009

Morte, medo e amor


São 23h30.
Acabei de receber um e mail com uma previsão que diz que daqui a uns dias o mundo passará por uma conjunção astral desfavorável. Sem especificar onde ou como, a previsão faz uma análise de vários países que podem sofrer desastres aéreos atingindo muitas pessoas de forma violenta, morte de líderes, quebra de acordos entre países, enfim, o caos.

Como em todo momento de medo, eu imediatamente olhei para o meu umbigo.
Estarei em um evento, com grande aglomeração de pessoas e preciso redobrar minhas rezas. A primeira sensação é o medo de morrer, de estar na hora errada, no lugar errado... mas meu pai diz que não existe isto... que as pessoas só morrem quando chega a hora...
Depois repasso todos os que amo. Como protegê-los? Como avisar de uma previsão (!?) e se ninguém acreditar? E se for a hora deles? Penso em como seria viver sem as pessoas que eu mais amo...nossa! começa me dar até um nó na garganta...é o medo.
Este medo, de partir, de deixar de existir neste plano ou de perder qualquer um dos que eu amo muito, me fez refletir o quanto amo. Antes de avisar ou gerar pânico ( as vezes a ignorância nos salva) vou aproveitar para ficar mais perto de todo mundo.

Temos a incrível facilidade de postergar um “eu te amo”, uma preguiça de ligar, escrever um e mail, uma carta, um post... só pra dizer: “oi, você é muito importante na minha vida”...
Quando penso na morte, penso na ausência. Só senti a dor da morte fortemente, uma vez. Eu renego a morte... me nego a pensar nela embora a ausência das conversas com minha avó, tão importantes, tão sábias, o carinho de sua mão na minha cabeça, o sorriso sempre pronto para me compreender... a morte fortalece as lembranças do que vivemos quando ela nem era uma hipótese.

A gente nunca acha que vai morrer, sabe que vai, mas nunca acha que vai, não é mesmo? Aí o medo de perder quem se ama, o egoísta medo de ficar sem aquela pessoa faz com que a gente pense na morte. Na inevitável e inegável morte. E pensar nela, nos impulsiona a viver, desesperadamente. Aí você percebe que vida e morte não são extremos, por que não estamos numa ponta vivos, e na outra mortos. Na verdade esta brincadeira de mau gosto não tem pontas. A morte existe junto com a vida, ao lado, na esquina, na janela, no próximo passo, como último suspiro, com um último adeus que na maioria das vezes não é dado. A morte prega esta peça... nunca acreditamos que chegou a hora, então pra que se despedir?

Foi assim com minha vó, entrou sorrindo para um cirurgia e não voltou.
Sem despedidas, só com confiança, esperança e planos para a volta. Pedidos.

Por isto a morte me é tão abstrata. Amo a vida, faço tantos planos me for possível para evitar que um dia ela me ache... as vezes penso que é um jeito de enganá-la...
Vivo cheia de planos, sempre com um monte de coisas pra fazer, sonhar, conhecer. Da morte, só quero este amor absurdo que me invade e me faz perceber como luzes em um néon gigante o quanto amo. É isto!!! Da morte, só quero o amor.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

TE ESPERAR É QUASE BOM...

Ah, a ansiedade...
Querendo ou não, ela me pega.
E rima com saudade.

Ansiedade com saudade dá um comichão na gente...
Uma coisa que vem de dentro, que quer sair, ficar, arrumar, esperar, encontrar.
Ansiedade com saudade só se cura com outra rima: felicidade.
E aí, meu amor, nasce a poesia, na raridade.

A poesia de te esperar.
Na casa, muita novidade: flores pra todo lado.

No corpo, cremes, cheiros, maciez. Arrepio.
De você, da sua mão, da sua boca: necessidade.

Nós dois juntos? Ah, você sabe... é afinidade, totalidade.

Pode esperar. Beijos, abraços, cafuné.

Te esperar é quase bom.
Você chegar, é tão bom que nenhuma palavra rima.

JÁ QUE É PRA PEDIR...

Quero as surpresas, mas só as boas! Flores, estrela cadente, visitas inesperadas, bilhetes, beijo roubado e desejos antecipados.
Quero o que me agita e o que me acalma. Ivete Sangalo no DVD, oração, Zélia Duncan, sambinha de roda, ficar sozinha quietinha ou rodeada de gente, Pedro e Luiza brincando na sala, cozinhar tomando uma cervejinha...

Quero tudo o que me faz feliz... trabalhar, escrever, viajar, ver a lua cheia, o sol se por, amigos, amigos, amigos, dançar, cantar músicas bregas com a Ari e a Mi, comer chocolate e tomar Coca Cola, pipoca, cachorro quente, algodão doce. Virar menina de novo e pra sempre.

Quero o que me faz melhor: perdoar, entender, aceitar, crer, mudar. Quero ouvir as histórias do Joel. Quero direção, intuição, proteção. Conselhos da Malú, ombro de irmão, colo de mãe, abraço apertado, cafuné antes de dormir.

Quero sentir o coração bater mais forte, a brisa do mar. Desligar o telefone a hora que chegar em casa, dormir até tarde e ficar de preguiça no domingo inteiro... Quero leveza.

Acordar feliz.

Quero gargalhadas, chorar de tanto rir, quero ir e vir.
Quero a liberdade para ser eu mesma e a liberdade para mudar eu mesma.

Todo dia, pra sempre, amém.

SIM

“ Felicidade não precisa de culpa, felicidade é o alívio da dor...” canta Zélia Duncan na minha memória enquanto eu começo a escrever este texto, que terá algumas linhas para resumindo eu defender o que eu você sabemos: nada é melhor do que a liberdade para poder experimentar a verdadeira felicidade.

Liberdade para ser quem você é, ir onde quiser, com quem quiser, liberdade para escrever, para falar o que pensa, para exercitar a sua fé ( seja lá qual for) para fazer o que der na cabeça, para fazer nada, para fazer tudo.

Na minha concepção a felicidade diária vem exatamente nestes momentos, em que você está cheio de si mesmo. Nada pior do que fazer o que se é obrigado ou pior, se “sente” obrigado por algum motivo. A felicidade diária não está na moda que você tem que usar, nas festas que você tem que ir para ser simpático ou sociável ou no trabalho que você detesta ou na conversa com aquele “mala” que você por algum motivo tem que agüentar.

Quando falo em liberdade, falo da experiência ímpar de PODER fazer com responsabilidade o que realmente importa. Sem pressão, sem obrigação moral ou social. Você quer rezar, pára tudo e reza. Quer comer um chocolate, esquece o regime e degusta o melhor bombom da sua vida. Quer mudar do emprego que odeia, começa a procurar outro... Assim, exercitando a liberdade de fazer o que você quer e não o que querem que você faça, você experimenta diariamente a felicidade de dizer “sim” pra você.

E como também canta em outra canção Zélia Duncan, “ no final a moral da história vai estar sempre na glória, de fazer o que nos satisfaz”.

Dá trabalho ser feliz, mas dá mais ainda ser infeliz.
Na dúvida, grite Sim...mas pra você mesmo!

Nem Redondo, nem quadrado

Fala a verdade, com quantos chatos a gente tem que conviver no dia a dia?
Muitos. E tem gente que é quase um imã pra chato, sim por que chato de carteirinha é aquele que sabe que é chato e tem a certeza que você tem que aguentá-lo por algum motivo. Tem alguém que tem mais paciência com chato do que político? O cara decide entrar para a vida pública e ganha o kit “guentamala” por que não tem hora, não tem local, não tem volume de voz. O chato chega, puxa a cadeira, senta e se mete na conversa.

Chato é aquele que você abana a mão por educação e ele atravessa a rua, pede uma carona para o lado oposto ao que você vai, morde ( dando uma babada) no seu sorvete e ainda te pede R$10,00 emprestado.

Chato é aquele que você encontra no supermercado e pergunta: “tudo bem?” e ele leva a sério. Começa a contar com detalhes sobre a unha encravada, tira o sapato, mostra aquele horror cheio de curativo...

Dentistas e médicos sofrem com chatos. Quando você vir no meio da rua um cara de branco olhando constrangido dentro de uma boca aberta, tenha certeza, um chato pegou o coitado do dentista e tá tentando uma consulta “grátis”. Sim, por que chato que é chato ama levar vantagem e quase sempre leva.
Você já reparou? Na ânsia de se livrar do chato, você faz tudo o que ele quer.

Chato tem tempo. Tem tempo e paciência. Ele chega no seu trabalho, na sua casa, no seu lazer, senta e enquanto você não faz o que ele quer, ele fica ali, parecendo um elefante na sua sala.

O pior chato mesmo é aquele tem orgulho de ser chato.
Não estou falando da pessoa exigente, que se auto-intitula chato por que quer as coisas saiam perfeitas. Estou falando do chato que usa sua chatisse para entrar nos locais proibidos, levar vantagens, comer o que não lhe pertence, incomodar, importunar, azucrinar, irritar.

Quer fazer um chato feliz?
Diga logo: Nossa! Como você é chato!!!!!

PORQUE É DOMINGO!

Um dia de chuva pra ser perfeito tem que ter alguns elementos básicos. Primeiro, já que tá chovendo mesmo, é bom que seja domingo. Você acorda, escuta a água caindo lá fora, vira para o lado, dorme de novo, acorda, ouve a chuva, dorme de novo e assim vai até quase meio dia...

Segundo, para um dia de chuva perfeito, além de ser domingo você tem que ter um amor. Afinal, nada mais chato do que um dia de garoa ou tempestade, com céu nublado e aquele ventinho úmido sem um “cobertor de orelha”. Item indispensável.
Dormir abraçadinho, de conchinha, debaixo do edredon...

Outro item indispensável é uma camiseta branca velha, bem largona, daquelas que te deixam bem a vontade... o prazer de acordar na casa vazia e andar só de camiseta, calcinha e meia é qualquer coisa que o dinheiro não compra. Aí, bem devagarzinho, naquela preguiça característica dos domingos de chuva, você faz um chazinho ou um chocolate quente, abre a janela ou a porta e fica ali, apreciando aquele dia cinza...

Cheirinho de terra molhada, fumacinha saindo da xícara e você descabelada com aquela cara de vou voltar pra cama jajá...

Bom mesmo em dia de chuva é comer besteira, até por que em dias assim sempre dá uma fome... Comece com um sanduíche de queijo branco quente, com pimenta do reino ( esta eu aprendi estes dias e é muito bom!), depois um bolinho de chocolate, pipoca de microndas, coca cola com sorvete na caneca e bem lá no finzinho da tarde, frite um ovo molinho e coma com pão... ahhhhhhhhh! Que perfeito! Pra arrematar: brigadeiro quente, de colher com muito beijo na boca.

Depois, é só voltar pra cama com seu amor, afinal não vai parar de chover mesmo...

PIZZA SABOR GARGALHADA

Uma vez me disseram que uma pessoa egoísta começa a comer seu pedaço de pizza pela borda, por que acha que o “menos bom” tem que ir primeiro para o melhor ficar para o final. Aí esta mesma pessoa me disse que este é o erro do egoísta, por que as vezes quando chega no final, ele já se empanturrou de borda e não saboreia a deliciosa parte da pontinha do pedaço, a que tem mais recheio. Desde então, eu mudei meu jeito de comer pizza...

Mas e no dia a dia? Quantas coisas gostosas a gente deixa para o fim e no fim ele nunca chega?

Hoje me deu vontade de arrumar umas fotos antigas. Coisas que eu não tocava há anos. Joguei a bagunça toda no chão e tentei começar a separar as fotos por itens: amigas, viagens, adolescência, família, festas, etc.

Sabe aquela deliciosa sensação de ver fotos antigas onde você está mais feia, mais bonita, mais magra, mais gordinha, com um biquíni horroroso, feliz, com amigos queridos que se perderam pelo mundo, em lugares inusitados, enfim... ver fotos antigas é um prazeroso “revisitar” a alegria de outros tempos, emoção que ficou ali congelada, eternizada por um click, como diria Rubem Alves.

Entre tantos sentimentos encontrados e depois de muitas gargalhadas ( melhor do que se achar ridícula nas fotos de 20 anos atrás é ver que seus amigos também estavam ridículos, rs) senti saudade. Não dos momentos passados, mas saudade de pegar uma foto no papel e olhar cada detalhezinho dela...lembrar como foi feita, quando, onde, lembrar do que eu sentia naquele momento, dos sons, cheiros e do que aquelas pessoas representavam...

A mágica do papel. O computador e as máquinas digitais nos deram o frio conforto de arquivar e acessar as fotos a qualquer momento. Que mentira!!! Como é que a gente não se dá conta disto? O monitor não transcende e traz o momento de volta como o papel...
A gente assiste as fotos, não sente, não pega, não cheira!!

Terminei de organizar tudo e fiquei com uma sensação de que deixar as fotos arquivadas no CD ou no desktop é comer a pizza pela borda... correndo o risco até dos vírus comerem a pontinha antes da gente!

Por isto começo a campanha pela revelação das nossas fotos!!!! Se não de todas, mas de algumas.... tudo pra daqui cinco, dez, vinte anos morrer de gargalhar com o papel na mão... organizar a bagunça por itens... relembrar momentos, pessoas, lugares... e escrever um texto feliz da vida como tô agora.

PRA ONDE EU QUERO

Nas minhas férias fui parar em uma montanha no Canadá, em uma cidadezinha chamada Whistler. Quando dei por mimm me vi com uma prancha enorme presa nos meus pés, botas, roupa de neve e medo, muito medo. Eu que mal me equilibrava nas botas especiais para andar, me preparava para começar a aprender o snowboard, o esporte mais praticado na montanha.

No primeiro dia tombos e mais tombos.
Fui para uma pista onde as crianças aprendiam os princípios básicos do snowboard. Eu, a única adulta do pedaço, orientada pela Rebecca e pelo Jader, nossos amigos experts no assunto, percebi que o snowboarding invadiu a minha alma: no meio das criancinhas abarrotadinhas de roupas de frio, eu me permiti virar criança de novo.

A cada tombo, a dor no bumbum era quase divertida. Tudo tão novo. Primeiro consegui ficar em pé na prancha, nossa que vitória!! Depois aprendi a brecar, depois a deslizar. Cada pequena evolução era comemoradíssima por mim e pelos meus generosos instrutores. Lembrei como é bom aprender, se entregar, confiar.

Mais de 200 ( não estou exagerando!) tombos e sete dias depois, eis que eu quase estava snowbordiando... e que delicia!

Que delicia curtir o esporte, mas, mais que isto! Que delicia a sensação do controle, de ter vencido o medo do novo. Fiquei com orgulho de mim mesma.

Não leitor, eu não voltei fazendo curvas e saltos como os atletas profissionais. Mas confesso que fiz curvas incríveis e dei grandes saltos sim, só que dentro de mim.

Descobri que tudo o que precisamos para obter o equilíbrio na prancha, é o mesmo que precisamos para manter o equilíbrio na vida: foco, concentração, saber para onde se quer ir e mover o corpo, o coração e a mente para esta direção.

Um dia, eu quase fui parar no penhasco que ficava a minha direita. Eu não queria ir, tinha muito medo, mas parece que quanto maior o pânico, mais meu corpo literalmente me empurrava pra lá. Pra não acontecer o pior, me joguei no chão da pista em mais um tombo espetacular. Sentadinha na neve, pensei na lei da atração: quando focamos no medo, atraímos o que não queremos. Dava pra ouvir o barulho das fichas caindo...

Levantei rapidamente, foquei no que eu queria e consegui me mover tranquilamente para a esquerda, bem longe do penhasco.

Depois desta viagem, quando me pego com medo, penso naquela prancha, no meu corpo e no penhasco.
Neste momento, paro tudo.
Reposiciono meus pensamentos e foco no que eu quero, por que depois de Whistler, tenho certeza, é pra lá que meu corpo, minha mente e meu coração vão me levar, deslizando, sem medo.

Aí é só relaxar e curtir...

pra mim primeiro...

Nunca achei que fosse futilidade investir parte dos ganhos em alguma futilidade.

Sempre vejo as pessoas, principalmente as mulheres, reclamarem que seus namorados, maridos, filhos, amantes ou pais nunca fazem nada por elas. Acredito na teoria que se você quer respeito, deve primeiro se respeitar. Se você quer confiança dos outros, deve primeiro acreditar em si mesmo. Se você quer que as pessoas te agradem, agrade-se! Cuide-se! Ame-se!

Temos a mania de quase sempre ( eu disse “quase” sempre...) projetarmos nossas expectativas no outro. Por que preferir ser a vítima do mundo, ser aquele que ninguém liga, ninguém cuida, ninguém se lembra? Muito chato este papel na vida...

Amar a si mesmo, antes de amar ( ou esperar amor) os outros, é fundamental. Espantar a tristeza, a pena de si mesmo e jogar a máscara de coitadinho fora já são bons começos.

Cada um tem a sua técnica para cortar o ciclo da tristeza e sacudir a poeira. Se eu tô tristinha, tomo uma Coca Cola comendo um Suflair... ao mesmo tempo, parecendo uma criança de 5 anos. É infalível! Outros truques? Canto uma música feliz, rezo, leio, ligo pra uma amiga, tomo um banho bem demorado, deixando a água morninha bater na nuca e escorrer pelas costas, hummmmmmmmmmmm delicia.

Amor não se compra, se conquista certo? Então se o seu, por você mesmo, não anda lá estas coisas, crie sua estratégia de sedução e mãos a obra...

Pequenos mimos que o dinheiro pode comprar como massagem, terapia ou um sundae de chocolate são bem vindos.

Porém, lembre-se, na hora de se “conquistar” o mais importante, assim como em qualquer relacionamento, são os presentes que o dinheiro não pode comprar, como cuidar-se, dedicar um tempo para rever aquelas velhas fotos e lembrar dos bons momentos com os amigos, dormir um soninho gostoso no meio do dia sem culpa ( ok, tem que ser no domingo), visitar um amigo ou um parente, dar uma caminhada ou ver o por do sol.

Conquistar, reconquistar e manter o amor próprio é uma tarefa diária. Fazer o que te deixa feliz e se agradar de vez em sempre só faz bem!

Por isto, seja gentil consigo mesma e ame com todas as forças!
Afinal, você merece todo amor do mundo, começando pelo seu.

Chuta que é macumba!

“Eu vou botar seu nome num prato com pimenta quero ver se você aguenta a mandinga que eu vou te mandar” diz a música de Zeca Pagodinho. Se macumba pega ou não pega, eu não sei, mas que todo brasileiro adora uma dica, uma simpatia, uma mania ou mandinga pra atrair a sorte, ah isto adora.

Sem falar no medo que a gente tem da tal da inveja, do olho gordo e da energia negativa, credo!

Quem nunca pagou o mico dos três pulinhos depois de encontrar algo com a ajuda de São longuinho?? Você pode até dizer que não, mas duvido que nunca bateu na madeira para isolar o mal. É, as mandingas fazem parte da nossa cultura, desde pequeninhos em todas as religiões e até para os “sem religião”.

A resposta consciente é sempre a mesma: se não fizer bem, mal não faz, então lá vamos nós pular sete ondas, tomar banho de sal grosso, de arruda, de guiné, jogar moedas na fonte dos desejos, comer romã no reveillon, uva, entrar com o pé direito no emprego, etc, etc, etc.

Se não funciona, pelo menos divertido é.

Segundo a lei da atração os nossos pensamentos são imãs.
A crendice popular (que não tá nem aí para a física quântica) ensina exatamente isto: o principal ingrediente da simpatia é a fé, acreditar e focar no objetivo final.
Então que são as mandingas senão imãs para atrair o que queremos?

Mas alto lá. Nada de sair por aí desrespeitando o livre arbítrio alheio...

Tá querendo um emprego? Dor de amor? Um namorado novo? Mais dinheiro ou aquela viagem? Fale com sua vó, tia, mãe. Elas sempre têm uma receitinha “especial” para dar aquela mãozinha para a sorte... e se no fim nada funcionar, sente ao lado dela e peça um colinho. Eu não conheço "mandinga" melhor do que dar e receber carinho para atrair tudo de bom pra gente!

BRINCAR


“Adultos não são crianças”, você ouviu isto a vida toda, desde pequenininho.
Aliás, quantas vezes você se pegou antes dos 7 anos pedindo por favor para Deus para crescer logo e poder ver novela, ouvir conversas dos adultos, poder assistir filmes, tomar cerveja, enfim tudo que parece tão legal e que criança não entra, não pode ou não tem querer... nosso primeiro desejo ilusório de felicidade é crescer para poder, querer, acessar, entrar.
Aí, nos transformamos em adultos chatos que brincam, mas de ir a restaurantes, de comprar carros caros, tomar vinhos caros, fumar charuto, aplicar na bolsa, comprar mansões, construir patrimônio, mas parece que esta brincadeira não tem tanta graça ou quando acaba, fica um vazio.
Queremos sempre mais poder, mais prazer, mais dinheiro, mais, mais e mais. Aí, imagino que chega um momento que temos duas opções, ou encaramos de vez o fato que só o que pode nos trazer a alegria essencial que tanto buscamos está dentro e não fora ou nos transformamos em consumistas vorazes, insaciáveis e incansáveis. Adultos chatos, que compram tudo, até amor.
Encontrar, resgatar, acordar e cuidar da criança interior é o segredo para a totalidade, para experimentar a alegria pura, ingênua e verdadeira.
Como? Sugiro começar pelas coisas que você sempre quis fazer e não faz... que tal ao invés de comprar carros, comprar um autorama e brincar na sala com seu filho? E jujuba, algodão doce, pipoca, tomar um sorvete e deixar escorrer pelas mãos? E dançar, desengonçado, pulando, rolando, nem aí com o ritmo, igual uma criança. Andar descalço, tomar um banho de chuva, nadar no rio... deixar de ser um adulto chato, que nada pode, nada dá pra fazer, nada tem coragem ou tem nojinho...
Lembra? Quando você era criança, você prometeu que quando “pudesse’, quando “fosse dono do seu nariz” você iria fazer tudo isto!!! Então, oras bolas, chegou a hora, faça!!!
E encontre o que procura, e troque o vazio, pela alegria!

borracha

Outro dia ouvi em uma rádio de São Paulo: “já pensou se nós sempre que errássemos, desistíssimos de tentar novamente e de novas formas? Imagine um bebê, quando começa a dar os primeiros passos e cai. Se ele não tentasse, tentasse e tentasse novamente, nunca iria começar a andar... é instintivo, o erro faz parte da evolução.” dizia o apresentador do programa.

É nisto que eu acredito.
Erramos, e olha que as vezes erramos feio mesmo: magoamos pessoas, fazemos escolhas duvidosas, nos defendemos, julgamos e apontamos o dedo. Ok, quase sempre fazemos um baita de um estrago.

Sempre eu digo para quem está perto de mim, quando erramos e temos consciência disto, a vida nos apresenta escolhas. Podemos nos culpar, nos fazer de vítima, nos julgar, culpar os outros, culpar Deus, nossos pais... ou podemos simplesmente aprender com este erro, nos perdoar e decidir melhorar a partir dele ou seja, evoluir.

Se não para alterar o caminho, a rota, o comportamento e a escolha, pra que serviria o erro? Só pra mostrar o quanto somos burros, ignorantes e merecemos sofrer? Não.

A boa notícia é que Deus, a Luz , o Universo ou seja lá em que você acredite, é muito melhor do que sequer imaginamos. Os erros servem para nos fazer melhores.
Quando nos perdoamos é como se após passássemos a borracha, tivéssemos a chance de reescrever, refazer, redesenhar nossa vida, só que agora de forma correta.

Experimente minha teoria, ao invés de focar no erro, foque no aprendizado. Se perdoe e perceba que fica muito mais fácil perdoar os erros alheios e lhes dar uma segunda chance.