Não!! Eu não me conheço.
Eu, que fiz curso de ‘altíssimo auto-conhecimento”, anos de terapia, reiki e tudo o mais que poderia me ajudar a reconectar com meus self, minha alma ou minha essência, confesso: NÃO ME CONHEÇO.
E a cada dia, eu me choco mais com esta realidade. Primeiro, de onde vem este instinto todo de mãe, que me faz antever coisas, perigos, sinais, desejos e insatisfações da pequena Anna? Quem foi que colocou em mim esta vontade incontrolável de querer passar o dia, a noite, todo o tempo com ela? Em que momento surgiu esta disposição para enfrentar o mundo, gritando para todos que SIM, TUDO MUDOU!!! E que o que era importante há 4 meses, hoje, bem hoje, eu nem me lembro mais...
Acho que a aventura da maternidade é fascinante, como toda mãe fala, não por que “ó temos o dom de dar a luz, gerar a vida” e sim por que ao ter um bebê nos aproximamos realmente do que somos, DE VERDADE.
E falo do kit completo: defeitos e qualidades, que são ampliados em potência máxima quando se corta o cordão umbilical e se ouve o chorinho do bebê.
Sim, eu nunca me achei competente para tal feito, mas acontece que nem nos meus melhores sonhos eu imaginava que estas seriam talvez minhas mais prazerosas competências: cuidar, amar incondicionalmente, doar, entregar, proteger, não necessáriamente nesta ordem.
Quando se tem um filho, você se lembra do que é o amor. E ele vem tão intenso, transparente, arrebatador, que te assalta! E te assusta!!!
A gente pira com a chegada do filho, por que ele esfrega na sua cara a SUA VERDADE. É você, 24 horas, lidando com tudo que é gigantesco exatamente como você é, sem máscaras. As vezes não é o mais bonito ou adequado, para quem está por perto. Mas quando você está perto do seu filho, você está mais perto de você e de Deus...

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